na Feira Solar ETC – Curitiba

feirasolar_etc.jpg

estarei lá em Curitiba
na Feira Solar ETC
com o Projeto Armazém
e os livros da Micronotas

e no final de semana seguinte,
São Paulo, na UGRA FEST. 

SalvarSalvar

Anúncios

Lucida Sans [trecho]

um melancólico, quando vê um dia rosa e claro,
escuta a consciência de um jeito tão absurdo e raro
que faz versos quase simbolistas, musicais e alucinados…

“onde os tons de rosa… os tons de rosa… ”
rosa, agora rosa, agora rosa, agora rosa, agora
é tão raro o rosa aqui
que leva ao blues,

atravessado, travessia,
ela sabe desse azul e mesmo assim

chega tarde ou cedo demais

no melhor e pior dia de sua vida

todo este céu rosa,
e nenhum agora possível

trecho de Lucida Sans

novas entrevistas de investigação

Capa As fantasias eletivas V3 DS

Dois anos atrás, por causa do nascimento do meu filho, deixei de publicar as “Entrevistas de investigação” – estas breves sabatinas realizadas com autores de livros que me deixavam sem fôlego e com vontade de que a história continuasse indefinidamente.

Agora que meu filhote deixou de usar fraldas, decidi retomar as entrevistas. Mas, puxa vida, é também porque tive um forte motivo: a sensação deixada em mim após a leitura de dois lançamentos recentes de autores catarinenses.

Um deles foi o romance “As fantasias eletivas”, de Carlos Henrique Schroeder. É uma história breve, fragmentada e, talvez por isso mesmo envolta em uma aura envolvente de silêncio e solidão. Por causa dela, e de um outro título que revelarei nos próximos dias, continuarei a “provocar” escritores, ilustradores e editores com algumas perguntas.

A diferença é que agora essas entrevistas serão publicadas no Ultralits, blog literário independente editado por mim e pelo brother Patrick Brock, jornalista, escritor e tradutor brasileiro-americano (ele é panamericano!) residente em Nova Iorque.

Sem Título-4
Confira a entrevista com Carlos Henrique Schroeder no Ultralits.

colecione os sussurros de karina rabinovitz

detalhe d'"O LIVRO de água"
detalhe d'”O LIVRO de água”

Alguma poesia brasileira sempre está na minha mão: leio, leio, leio. Trouxe para Florianópolis: Kátia Borges (da Bahia), Waly Salomão (sempre ele!!), Alcides Buss (que é daqui) e Angélica Freitas (do Rio Grande do Sul).

Trouxe também Karina Rabinovitz.

Karina está entre as autoras das quais preciso ler toda semana, como uma volta ao sentido de escrever: sorrir.

Sua “[coleção de] sussuros” passeia pelas minhas estantes e minhas cabeças.

Eita, eu disse cabeças. viram?, ela inspira…

Gosto imensamente da “poesia pra caixinha [de fósforo]” – idéia incendiária e simples, artesanal e sofisticada em seus cuidados detalhados com a palavra e o papel.

E adoro o “livro quase invisível” (P55 Editora). Amo-os, na verdade.

E agora que estou em florianópolis ando no desejo de obter a novidade da produção de karina, “O LIVRO de água“.

“O LIVRO de água” me parece tão belo…

Rendeu, na parceria dela com Silvana Rezende, exposição e performance e videoarte e tudo mais, o que faz esse ato poético ser GRANDE como também é grande esta poeta da Bahia.

na estrada com a lua cheia


fechada pra balanço
danço
na lua cheia

(pois, dizia Leminski,
com ela todas as coisas
são simples)

Caro leitor,
ou Suposto, como diria o Pujol:

valeu por vir até aqui hoje, em busca da entrevista de investigação #6. Ela está quase-quase para sair, mas hoje não. Nem amanhã…

Hoje tem superlua cheia e apesar dos psicólogos garantirem que o fenômeno não nos influencia, eu já me sinto prestes a cometer um ato de desobediência civil: o de passar dias e dias desplugada a partir de hoje, só para renovar o espírito. Sem email, sem Facebook, Twitter, cliques em links após links etc.

Preciso de uns haikais, uns contos, uns papéis preenchidos compulsivamente por mim mesma, letra por letra, linha por linha, até me cansar dessa voz que não me deixa descansar – essa voz que não me mostra que a vida de um escritor só faz sentido pelo próximo texto, aquele que ele ainda não escreveu.

Vou por necessidade, voltarei por prazer. Depois da Lua…

p.s.: a foto deste post foi tirada no quintal da minha casa por Jaime Pena Filho.

“viajo porque preciso, volto porque te amo”

bike em mucugê / foto: katherine funke

um dia ainda vou ter
uma bicicleta amarela
aí vou passar o domingo
inteiro nela

em vez de abrir janela
após janela
na minha tela

*

*

CINCO rapidinhas para mentes curisosas:

1. A Solisluna Editora está na Bienal do Livro da Bahia, com todo o catálogo, inclusive meu “notas mínimas”. Fica no Centro de Convenções, Salvador, BA.

2. Continuam abertas as inscrições do Concurso Estadual de Crítica de Artes , da Funceb…

3. Pra salvar a sexta à noite, quando a opção é ficar em casa: Canal Brasil. Além do puta programa do Charles Gavin, depois vem filmes brasileiros. Essa semana, foi “Viajo porque preciso, volto porque te amo”. Assisti sem precisar sair de casa, depois de passar os últimos trinta dias fora. “Porra. Trinta dias”.

4. Aqui, um excelente texto do Fernando Rodrigues sobre a lei de acesso a informação, assunto que interessa a todos nós.

5. Depois de passar os primeiros seis meses de 2011 numa correria saborosa, movida a cafeína, para entregar o livro “Sem Pressa” para a Funarte, agora estou escrevendo muito mais à mão do que no computador. Carajo, como faz diferença! Felicidade existe.


+ links & ideias rapidas: twitter.com/micronotas