diário de uma espera

o Sol de ontem foi o Sol da noite, foi o Sol que do nada veio e ao nada irá voltar. a chuva de hoje, por outro lado, é a mesma de anteontem e de amanhã, das tardes intensas, das manhãs lentas, das lendas sussurradas por entre os pingos, encobertas pela preguiça dos corpos e das coisas. a chuva desses meses todos, mais do que lavar, enche a alma de lama, e de manhã fica difícil sair do fundo da cratera, panóptico desregulado, observatório da superfície e do oco. there’s a slow train coming, nesses meses e meses de chuva. daqui debaixo, calma e ouvindo blues, me despeço. ainda sem coragem de ler os jornais do dia. bom domingo pra vocês.

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Autor: katherinefunke

http://twitter.com/micronotas

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