na estrada com a lua cheia


fechada pra balanço
danço
na lua cheia

(pois, dizia Leminski,
com ela todas as coisas
são simples)

Caro leitor,
ou Suposto, como diria o Pujol:

valeu por vir até aqui hoje, em busca da entrevista de investigação #6. Ela está quase-quase para sair, mas hoje não. Nem amanhã…

Hoje tem superlua cheia e apesar dos psicólogos garantirem que o fenômeno não nos influencia, eu já me sinto prestes a cometer um ato de desobediência civil: o de passar dias e dias desplugada a partir de hoje, só para renovar o espírito. Sem email, sem Facebook, Twitter, cliques em links após links etc.

Preciso de uns haikais, uns contos, uns papéis preenchidos compulsivamente por mim mesma, letra por letra, linha por linha, até me cansar dessa voz que não me deixa descansar – essa voz que não me mostra que a vida de um escritor só faz sentido pelo próximo texto, aquele que ele ainda não escreveu.

Vou por necessidade, voltarei por prazer. Depois da Lua…

p.s.: a foto deste post foi tirada no quintal da minha casa por Jaime Pena Filho.

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Autor: katherinefunke

http://twitter.com/micronotas

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