das oficinas

Oficinas literárias são ótimas oportunidades de aprendizado. Isso me move até elas: o desejo de aprender.

No fim de semana passado, participei da oficina de contos ministrada pelo romancista, contista, crítico, lenda urbana e professor Nelson de Oliveira (organizador da badalada antologia de contos “Geração Zero Zero”, da editora Língua Geral) durante o Festival Nacional do Conto, em Jaraguá do Sul (SC).

A partir de amanhã, na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, irei para a oficina de literatura do mineiro Sérgio Rodrigues, romancista, contista, crítico, blogueiro da Veja.com. Em 2010, assisti à oficina de Juan Villanueva Chang, editor da revista peruana de jornalismo literário Etiqueta Negra durante a Flip, e à do escritor e jornalista catarinense Rodrigo Schwarz, também em Jaraguá.

Até agora, é essa minha pequena carreira de aluna de oficinas literárias. E até agora, posso dizer que sempre valeu a pena. Volto delas com mil ideias, algumas dúvidas, uma porção de referências novas e a certeza de que para ser uma boa escritora preciso continuar encarando a arte como um ofício. Escrever, reescrever, transpirar, estudar, ler os outros, me reler e me criticar. Sem parar.

Não sei ainda o que esperar dessa com Sérgio Rodrigues. Vi a notícia no jornal Cândido, recém-lançado pela Biblioteca Pública do Paraná, me inscrevi e fui selecionada. Mas confesso que leio o Todo Prosa e o Sobre Palavras só muito, muuuuito de vez em quando… Onde é que eu vivo? Sei lá, no intervalo entre minha caneta e o papel? Vivendo e aprendendo!

Todas essas oficinas foram muito, muito boas.

Gostei especialmente do método de Nelson de propor exercícios. Não tínhamos muito tempo (oito horas, divididas em duas agradáveis tardes passadas no Sesc de Jaraguá), mas o premiado autor do romance “Poeira: demônios e maldições” nos fez aproveitar cada instante ao máximo. Com muitas gargalhadas e piadas ótimas, inclusive.

No primeiro dia, tivemos de escrever um conto-delírio com o tema da relação pai e filha, ou mãe e filha, ou pai e filho etc. A inspiração veio do curta “Father and Daughter”, integrante de do festival Anima Mundi e Oscar de melhor curta de animação em 2001. Depois, Nelson propôs outro exercício: um conto escrito por um narrador em primeira pessoa, mas deveria ser um narrador sem caráter, completamente calhorda.

A tarde seguinte começou com “Repete”, outro curta selecionado pelo Anima Mundi, em que diferentes histórias em loop não só se repetem como se misturam. O segundo exercício foi escrever um conto onde o personagem não tem forma humana definida. Cada exercício deveria ser feito em quinze minutos. Desafio. Total. Nelson pedia para que voluntários lessem seus textos, mas apenas aqueles que tivessem ficado satisfeitos com o que produziram.

Que tal tentar fazê-los por aí, mostrar para um amigo escritor, pedir opinião do colega? O grande lance é nunca parar de aprender, nem ter medo de colocar a cara à tapa, mesmo que o comentário alheio venha duro e cortante. O que importa, no fim, é buscar a perfeição da escrita.

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Autor: katherinefunke

http://twitter.com/micronotas

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