para bukowski, em resposta a “culminación del dolor”*


nem pouco amor, nem pouca vida
não, esta não é nossa sina –

depois de um tempo, não se sabe quanto,
nem em que dimensão (pra dentro, pra frente),
tudo se acalma, e a desordem

das coisas em movimento (não falo apenas do vento)
nos parece natural como o é a órbita dos astros

…e subimos montanhas e ladeiras e descemos

nada é firme, tudo se move, tudo é dinâmico,
e a gente, a gente sabe a verdade e é feliz
ou ao menos quero acreditar nisso que,
da tabacaria, fernando pessoa diz

bukowski quando bebe faz barulho… o velho
levanta o copo e oferece o primeiro gole antes das oito
às rosas que colheu estrada acima

e eu faço um café quente – e ofereço a ele uma xícara.

katherine funke
(maio/2011)

* (infelizmente, conheço apenas a versão em espanhol)

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Autor: katherinefunke

http://twitter.com/micronotas

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