(( k_f )) uma ode à minha síndrome

Façamos uma ode à minha nova aquisição médica: síndrome na articulação da mandíbula com o maxilar. Hm, uma maravilha. Começou no sábado passado e conseguiu nocautear meus miolos. Isso explica em parte esse meu silêncio. Tenho tido há muitos dias dor completa. Sobreviver, só com codeína. Até tentei a homeopatia, mas não segurou a onda, não. Agora há pouco, de noite, meu dentista me entregou uma plaquinha para colocar nos dentes e não rangê-lo mais. Mas não estou triste. A vida segue. Nem é assim tão grave. Só que dói. Dói. Dói. (Mãe, que me lê, não se preocupe, que já me sinto bem melhor). Agora tenho a placa salvadora; e nem por isso deixarei de ranger e rugir os dentes, porque isso é apenas mais um dos meus hábitos involuntários reveladores dessa minha personalidade ansiosa & cada vez mais imperfeita.

De atestado médico, hoje li contos a tarde inteira. Ou tentei, porque uma nuvenzinha me impedia de assimilar o sentido das palavras. Reli alguns dos contos de Raymond Carver (Fique Quieta, Por Favor – Rocco), João do Rio (antologia de melhores contos – Global), Paulo Leminski (Gozo Fabuloso – DBA – esse é novo, não conhecia ainda, na verdade), Neil Gaiman (Coisas Frágeis – Conrad). Tentei ainda Machado, mas não deu mais. E ainda arrisquei um conto meu. “Meus quatro maridos”. Só fiz um rascunho, na verdade. Ficou bem non sense. Acho que foi a codeína.

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Autor: katherinefunke

http://twitter.com/micronotas

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