(( k_f)) corte e pastel de miolos

pastel de miolos + corte + nelson magalhães filho na midialouca dia 30/5
pastel de miolos + corte + nelson magalhães filho na midialouca dia 30/5
Duas “entidades” estão batendo a cabeça na parede juntas – o coletivo Corte e a banda Pastel de Miolos (… ouça no volume máximo). A banda, todo mundo conhece – uma pegada punkdoidanervosa da porra. Soam exatamente como o rock que rolava em Salvador na época dos soteropolitanos que hoje beiram os 40. Alex Costa (baixo e voz ), Alisson Lima (guitarra e voz) e Wilson Santana (puta baterista alucinado – socorroooo!!!). Um mais figura que o outro. Temos trocado alguns emails e, sim, confesso, gosto muito da vibe desses caras. Fico feliz pra caralho de poder fazer alguma coisa junto com eles. Muito agradecida. Já é a segunda vez. Na primeira, o lance foi acústico. Tarde de sábado, Icba e tal. Agora, vai ser nos fundos da midialouca do Rio Vermelho. O Paulo Brandão, dono da casa, está sempre aberto a agitos culturais por lá. Wladimir Cazé, do Coletivo Corte, lançou um cordel lá dia desses, quando o Patrick Brock e ele venderam publicações como água e levaram uns trocadinhos pra casa. Na oportunidade, ajudei a comprar uns refrigerantes e umas cervejas, seguindo o espírito do it yourself indispensável para sermos felizes como artistas. Aliás, essa energia boa tem toda a galera do Coletivo Corte, não só o Wladimir (que eu só chamo de Cazé e parece, de longe, algo como um anjo pareceria se tivesse vindo do sertão). Vejam só: Sandro Ornellas é o poeta mais cara de pau que existe. Lima, numa frase, tem a chave para me levar para um mundo mais inteligente e lógico e paradoxalmente mais sensível. E o Gustavo Rios, se cozinhasse mal, não teria escrito “O Amor é uma Coisa Feia” (se é que me entendem). Também faço parte desse coletivo e fico muito grata a esses loucos pela oportunidade. Deus, perdoa-os, não sabem o que fazem… Parece que, a meu pedido, vão incluir umas musiquinhas fofinhas no repertório fodão. Hehe. Who loves the sun, do Velvet Underground, Redemption Song, do Bob Marley, e tal. Bom, da última vez foi sugestão deles tocaram Creep, do Radiohead, como background para minha intervenção. Achei ótimo, pois encaixou com o texto que eu iria ler – quero dizer – o texto já era a sublimação de toda aquela dor (“silêncio em mim/ exceto pelos fones de ouvido/ tanto pensamento/ colando náuseas/ com cimento/ tomo um chá/ e ouço o vento” – está lá no meu antigo blog) O lance vai ser no dia 30 de maio.

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Autor: katherinefunke

http://twitter.com/micronotas

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