que época, 2011…

by katherinefunke

Ah, um ano que se acaba. Deixa em mim a ideia de 365 dias de pura atividade. Adrenalina. Grande ano:

- Passei os seis primeiros meses do ano escrevendo um livro de crônicas com apoio da bolsa Funarte de criação literária – categoria gênero narrativo. Para “Sem Pressa”, produzi uma enorme quantidade de linguagens, temas e linguagens. Foi um pequeno passo em uma longa caminhada, mas ainda assim um passo dado com toda a concentração que a ideia exigia. Agora é editar e publicar.

- Estive no palco do Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, com a banda Pessoas Invisíveis, para mesclar o rock autoral de Bruno Carvalho com textos do meu livro de contos “Notas Mínimas” (Solisluna Editora, 2010). A participação mais que especial do ator Bertrand Duarte na interpretação dos textos foi um espetáculo. Estou até hoje com vontade de mais.

Bertrand Duarte no espetáculo do livro "Notas Mínimas" em Salvador | foto Thiago Fernandes

- Tive a notícia-surpresa de que “Notas Mínimas” foi incluído na lista de livros a serem avaliados pelos candidatos ao edital de crítica de arte da Funceb/Secult-BA;

- Participei do Festival Nacional do Conto em Jaraguá do Sul (SC), com oficina de Nelson de Oliveira; da Semana Literária do Sesc-PR, em Curitiba, com oficina de Marcelino Freire e uma rotina de sonhos entre palestras e cafés; da oficina de leitura de Sérgio Rodrigues na Biblioteca Pública do Paraná e outros eventos literários com alta voltagem de aprendizado & beatitude. Infelizmente, não pude ir para a Flica – Festa Literária Internacional de Cachoeira, nossa Flip baiana, apesar do convite de participar de uma mesa redonda e tudo. Mas ano que vem tem mais…

- Passei quase um quarto do ano fora de casa. A viagem mais longa foi passar um mês rodando metade da Bahia, o que me proporcionou grandes encontros de almas interioranas – ainda em fase de depuração;

Pessoas Invisíveis em ação | foto Thiago Fernandes

- Colaborei com revistas de circulação nacional, entre elas a TPM e a Brasileiros, e com blogs, programas de rádio e sites bacanas;

- Li menos do que gostaria, mas mais do que eu imaginava ser possível em um ano. E aprendi a me desapegar dos livros do passado. Coloquei uma parte à venda para dar mais espaço ao que vai chegando;

- Comecei a usar iPad para ler livros. Avanço? Retrocesso? Não sei. Mas ainda sou muito mais fã das versões impressas.

- E… em 2012 vou ter bebê.

Como diz o escritor Daniel Galera: “que época para se viver”!